Tempo, tempo, tempo

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Guardo com algum saudosismo a memória das nossas férias passadas em família pela Europa fora. As saídas de madrugada, ainda bem antes do sol se levantar, mas com a energia de quem tinha dormido uma bela noite de sono. As bandas sonoras que nos entretiam ao longo de muitas horas seguidas de carro. O explorar descomplicado dos limites das nossas zonas de conforto. O caminhar em direcção ao desconhecido, sem planos traçados, nem horários rígidos, com a total liberdade de ir desvendando o caminho. As visitas a todas as igrejas que apareciam pelo caminho, sempre a agradecer pelas oportunidades extraordinárias com que éramos presenteadas. As paisagens fantásticas que os nossos pais nos ensinaram a admirar. O viver o presente no tempo certo, sem estar com preocupações projectadas para o futuro, nem a remoer um passado que já não é possível mudar. E, sobretudo, a certeza e o conforto de ter ali comigo e a viver aquele presente quatro das pessoas mais importantes da minha vida. O tempo que os meus pais investiram nestes momentos é das maiores lições e das maiores dádivas que alguma vez podiam ter dado.

A vida foi-me ensinando que o tempo que passamos com os outros, não é um “gasto”, mas sim um investimento e a memória destes momentos reforça esta ideia. Só é possível cimentar relações conhecendo a outra pessoa e, para isso, temos que nos dispor a utilizar o nosso tempo para tal. Num mundo em que, muitas vezes, parece que não somos mais que pequenas formiguinhas a correr de um lado para o outro atarefadas, oferecer o nosso tempo a alguém é uma dádiva preciosa e um exercício de altruísmo.  A verdade é que, na vida de relação, sempre que nos arriscamos a semear, colhemos algo. Pode não ser no tempo que esperamos, nem na forma como pensamos. O mais importante acaba por ser ir fazendo caminho e aproveitando estes momentos e estas companhias que ele nos oferece, explorando ao máximo o infinito temporal que se esconde nestes gerúndios temporais.

“Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar”

{Rodrigo Amarante}

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Apfelauflauf

Os lanches de fim-de-semana são a altura ideal para investir em pequenas delícias. Mesmo com o tempo apertado, há sempre receitas simples e rápidas que nos deliciam. E são estes pequenos momentos de felicidade que tornam cada dia especial.


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Apfelauflauf

Jamie Magazin, Janeiro/Fevereiro 2013 (versão alemã)

60 g manteiga, 85 g açúcar, 85 g farinha, 1 c. chá fermento, 1 ovo, 4 maçãs grandes fatiadas

  • Pré-aquecer o forno a 190º.
  • Bater a manteiga com o açúcar. Juntar a farinha, fermento e o ovo e misturar bem.
  • Derreter um pouco de manteiga numa frigideira. Salterar as maçãs polvilhadas com açúcar e canela até ficarem douradas (cerca de 5 min).
  • Colocar as maçãs numa forma redonda e distribuir a massa por cima.
  • Levar ao forno durante cerca de 15 min.

Bom apetite!!

P.S.: Parece-me que ficava excelente com molho de baunilha ou uma bola de gelado.

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